Quinta-feira, Julho 14, 2011

Cubana

01/10/2010

O avião da Easyjet que nos levou até Madrid foi o mesmo que me levou da Madeira até Lisboa na noite anterior.
Voo completamente normal e sem nada a registar.
Ao chegarmos ao aeroporto de Barajas, um atraso de 2 horas para o próximo voo. Apesar disso, depressa se formou uma fila para o check-in enorme onde a maioria das pessoas parecia levar a casa dentro das malas. Só para exemplificar, à nossa frente 2 senhoras levavam 9 malas grandes e 2 pequenas. Quando chegou a nossa vez, um funcionário da Ibéria avisou-nos do atraso do voo da Cubana e perguntou se queríamos trocar para um da companhia espanhola que saía mais cedo e sem atrasos. Claro que a resposta foi negativa. Ainda assim voltaram a perguntar-nos mais duas vezes e com a mesma resposta.
O Zé como habitualmente, foi fotografar aviões enquanto esperávamos a chegada do tão esperado IL 96-300 da CUBANA.
Os passageiros aguardavam calmamente e depois começaram a formar nova fila. Tudo ordeiro. Tudo ordeiro até... a informação que primeiro embarcariam entre a fila 20 e a 33. Aí foi o caos. Todos a correrem, a tentarem passar à frente (mesmo dos que também iam embarcar ao mesmo tempo), a deixar carros de bagagem em qualquer lado, enfim...
Apesar de tudo, lá conseguimos entrar no avião. Nova confusão...pessoas para frente e para trás, outras paradas a meio do corredor, não deixando outros passarem, gritando da frente para trás do avião...que caos!!
Outra nota digna de registo foi a sujidade do avião, o cheiro a vinho, a alcatifa levantada do chão...
Uma estreia para mim foi também do facto de não ser necessário endireitar os assentos das cadeiras para a descolagem, nem se deu a habitual passagem das assistentes de bordo a confirmar os cintos de segurança apertados.
De referir ainda que os tripulantes nem sequer tentaram ajudar/orientar os passageiros de forma a tornar o embarque mais eficiente.
A meio do voo a traseira do avião virou bar. Literalmente! Isto é, os tripulantes montaram "barraca" em vez de servirem os passageiros como nas outras companhias (uma sugestão para a TAP reduzir os custos). Ah, devo referir que as bebidas eram pagas em cash!
Entretanto adormecemos. Acordei pouco depois com gritos e o avião a abanar todo. Por instantes pensei que ia partir em dois. O céu estava limpo, mas segundo informação posterior do comandante, atravessámos uma zona de turbulência.
Das vezes seguintes (sim, houve repetições), o comandante já teve o cuidado de avisar antes, para evitar o pânico na cabine.
A meio de tanta turbulência um tripulante pergunta se havia algum médico a bordo. Era na parte da frente do avião e não sabemos mais pormenores.
Pouco tempo depois nova turbulência, mas desta vez dentro do avião entre uma assistente de bordo e dois passageiros. Pelo que conseguimos deduzir, a assistente derramou algo em cima duma passageira, mas nem se dignou a pedir desculpa. Depois com um tom de voz exaltado, avisa o passageiro para não a tocar. Os ânimos estavam quentes e o chefe de cabine teve que interferir e mandá-la para a galley.
O resto da viagem que já não eram longo, sem incidentes.

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